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Para falar sobre perfumes temos que voltar um pouquinho no tempo, a fim de conhecermos melhor o que exatamente estamos fazendo quando usamos um perfume. Tudo tem uma história e esta tem uma razão. Assim, devemos lembrar que no início do mundo não havia muita variedade de plantas e aromas. Este último foi criado como um sistema de defesa das plantas contra o ataque de insetos, juntamente com outros recursos, como o surgimento de pêlos, cascas mais grossas e resinas.
Como a Natureza é realmente um exemplo perfeito e completo de adaptação, os insetos por sua vez criaram seu próprio sistema de adequação. Alguns se viciaram em determinados aromas, passando então a fazer o que conhecemos como polinização, levando de um lado para outro, sementes, criando novas espécies. A inteligência das plantas então precisou criar aromas cada vez mais fortes e sofisticados. Da raiz às flores se encontrava substâncias fungicidas, bactericidas e a cicatrização ficou por conta das resinas.
Chegamos ao Antigo Egito, quando o homem através da observação das plantas aprende a honrar os deuses, envenenar armas, criar rituais religiosos e de sedução, curar, embalsamar e perfumar. Nesta época a saúde física e espiritual era una.
Na Grécia Antiga já se valorizava a higiene e a beleza, e é dali que vem o costume, mantido até hoje, de jogarem-se pétalas de rosas nas tumbas como símbolo de vida eterna. Quanto à arte da perfumaria já se usa olíbano, mirra, canela, cravo, benjoim e sândalo com o intuito de sedução no século IV a.C. Entretanto, na Roma Antiga é que tais usos se perpetuam e o hábito de tomar banho se estabelece como ritual cotidiano de limpeza física e espiritual. Surge o sabonete, que naquela época chamava-se “sapo” – uma mistura de gordura de carneiro, cinzas de ervas queimadas e óleos essenciais.
Nesta época fica bem clara a relação das ervas e plantas como remédio através de “Tratados Médicos” atribuindo poderes curativos ao sândalo, ao cardamomo e à rosa, em poder da burguesia. Ao passo que se estabelece o uso cosmético, com a manufatura de pomadas, talcos e águas aromáticas, diminui o simbolismo místico e religioso. Surgem os recipientes de vidro, que substituem os de cerâmica usados até então. Têm vantagem soberana, já que não deixam odores, as resinas não são absorvidas pela porosidade da cerâmica e ainda podem imitar os recipientes gregos em suas formas e cores.
Na Idade Média Yakub al Kindi (803-870) escreve o “The Book of Chemistry”, onde faz alusão aos óleos essenciais. É quando também se dá a descoberta e o desenvolvimento da destilação, creditada ao poeta, matemático, médico e alquimista Avicenna (980-1037).
Historicamente, a primeira destilação bem sucedida foi a da rosa, que merece um livro inteiro sobre o assunto. Santa Hildegarde von Bingen escreve quatro tratados de medicina herbal (Causae et Curare), sendo a ela também creditada a criação da Água de Lavanda, sua favorita. Entretanto, não só a Água de Lavanda é usada nesta época, surgem a Água de Carmelita e a Água Milagrosa que são fórmulas secretas, guardadas a sete chaves pelos padres e freiras europeus por serem preciosas pelo poder curativo, inclusive contra “problemas de visão”, melancolia, memória, dor e febre. Apesar de todo o segredo, sabe-se que dentre as ervas, havia três flores: lavanda, angélica e camomila.
Neste ponto já é possível notar alguns conhecidos nossos – fórmulas secretas, poder da Igreja e tratados médicos em poder da burguesia. Sabemos que isto é apenas o começo. Controle e monopólio não são “privilégio” de nossos tempos. Já nos Séculos XIII e XIV a Itália monopoliza as rotas comerciais do Oriente. Há o controle das especiarias e do perfume, com o intuito de debelar a praga, a Igreja restringe o uso das ervas apenas aos palácios e monastérios sendo seu uso fora deles totalmente proibido, com conseqüências que seria redundância mencionar.
Nas Cruzadas (1096-1291) desenvolve-se o comércio entre o Oriente e a Europa, com o incremento da utilização das especiarias e das essências. Volta-se a valorizar a higiene, trazendo o perfume, desta vez aliado à arte. Na França se estabelece a união entre os herbalistas e os boticários, estes, por sua vez, por possuírem maior cultura, assumem o papel de médicos e perfumistas.
Com a chegada do Século XVIII não é mais necessário mascarar odores fortes, e em conseqüência modifica-se o senso olfativo fazendo surgir os aromas florais. Registra-se o surgimento da primeira fragrância sintética, isto é, produzida em laboratório, em 1868, sendo que no ano anterior já havia ocorrido algo que viria modificar a história efetivamente. Foi o fato de que na Feira Internacional de Paris os perfumes e sabonetes foram expostos em uma seção à parte da farmacêutica. Estava estabelecido um setor industrial independente. Os perfumes deixam de ser considerados curativos e naturais, tornando-se apenas acessórios.
Porém, nem tudo está perdido, já que em 1928, Maurice Gattefossé nos traz de presente a Aromaterapia, e com o advento da II Guerra Mundial (1939-1945) Jean Valnet lança como recurso extremo, a fim de amenizar a dor e curar as feridas de seus soldados, os óleos essenciais, sendo muito bem sucedido.A partir disto, continua seus estudos, desta vez testando os óleos essenciais para curar distúrbios de ordem psiquiátrica, podendo comprovar sua eficácia.
Perfumes que nunca saem de moda
Dez em cada dez mulheres têm uma queda por perfumes. Afinal, não é fácil resistir àqueles frasquinhos coloridos cheios de formas e aromas especiais, não é mesmo? O curioso é que, mesmo com uma dúzia de opções sobre a pia do banheiro, há sempre aquele que não conseguimos deixar de usar. E há, ainda, aqueles que ninguém consegue deixar de usar: aqueles perfumes clássicos, que nunca saem de moda, sabe? Seja um adocicado, bem feminino, ou um oriental exótico, a verdade é que alguns perfumes são eternos. Eles lançaram moda, caíram no gosto das mulheres mais influentes e mudaram os rumos da perfumaria no mundo.
Perguntamos à especialista em perfumes Renata Ashcar quais são esses clássicos que marcaram época e continuam em alta até hoje. No topo da lista, é claro, ficou o Chanel nº 5. Criado nos anos 20 por Gabrielle Chanel, a fragrância floral aldeídica tornou-se famosa após ser adotada pela atriz Marylin Monroe. Foi o primeiro a realçar os aromas naturais através do aldeído, por isso, há quem o considere forte demais. É recomendado para mulheres clássicas e com muito estilo.
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O Opium, de Yves Saint Laurent, é outro clássico. Lançou tendência nos anos 70 com um estilo oriental especiado, misterioso como o nome sugere. A embalagem, aliás, foi inspirada no Inro, caixa usada pelos samurais para guardar as folhas entorpecentes do ópio no Japão Imperial. Representa uma mulher mais sedutora, e leva até pimenta na composição. Quente, não?
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Outro ícone dos anos 20, que arrasa já no frasco, é o Shalimar, de Jacques Guerlain. Este também segue a linha oriental, mas é mais romântico, com toques de baunilha e jasmim. O nome é homenagem ao jardim do “templo do amor”, palácio na Caxemira restaurado por Nur Jahan, o mesmo imperador que construiu o Taj Mahal. É para as mulheres glamurosas e provocantes.
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O próximo que não pode faltar à lista é o Anaïs Anaïs, da Cacharel. Inspirada nos lírios brancos, símbolo da pureza na antiguidade, a fragrância floral suave de Anaïs foi sucesso absoluto entre os jovens dos anos 80, e até hoje representa uma imagem romântica e fresca. O nome tem tudo a ver: vem da deusa persa do amor.
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Já nos anos 90, Thierry Mugler criou o inovador Angel, também oriental com baunilha, porém com traços de frutas e, acreditem, chocolate. Com forma de estrela e nome inspirado em sonhos, o perfume é todo um grande frasco de nostalgia e infância, baseado nas memórias do criador. Angel tornou-se clássico por inaugurar a categoria gourmand, de fragrâncias que lembram sabores, e inspirou muitos perfumes após seu lançamento.
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Para completar a lista, a pesquisadora indica o L’air du Temps, de Nina Ricci. Com pombas de vidro enfeitando o delicadíssimo frasco, Nina faz um apelo à paz, após a Segunda Guerra. Lançado em 1947, o perfume oriental floral foi adotado por ninguém menos que a Lady Diana, e permanece um sucesso até hoje. L’air du Temps traz uma fragrância romântica, que combina perfeitamente com as mulheres mais clássicas.
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É importante lembrar que o perfume deve seguir o gosto e a personalidade da mulher (ou do homem, por que não?). Então, não é porque listamos alguns perfumes clássicos que você precisa ir correndo comprar o seu, ok? Escolha sempre o que lhe agradar mais e que combinar com o seu estilo de vida, lembrando que a verdadeira fragrância é aquela que você sente após algumas horas, pois o perfume se mistura com o aroma do corpo.
E para quem pensa que um perfume é apenas um “cheiro gostoso”, fica a dica: perfumes, clássicos ou não, podem evocar sensações, trazer lembranças e até passar uma boa (ou má) impressão durante um primeiro encontro ou uma entrevista de emprego. É bom lembrar também que os frascos, apesar de lindos, devem ser guardados ao abrigo da luz, da umidade e do calor. Ou seja: dentro do armário.
Para quem gostou desses e quer conhecer outros perfumes, entre no site da Sack’s e confira as principais novidades. Sempre dou uma olhadinha lá.
Beijos, boa semana para todos.
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PERFUMES MASCULINOS…
Tem homem que não precisa de muito para ficar lindo. Basta uma boa calça jean, uma camiseta básica, e, pronto! Só falta aquele perfume de arrasar. Abaixo segue algumas dicas para vocês.
Se você e ele já conhecem a linha Hugo Boss, vão adorar o XY, uma reinterpretação mais “madura” do irreverente HUGO, com menta e notas de albahaca (manjericão), substâncias que deixam a fragrância mais fresca. Com grande poder de fixação, conhecido como “drydown”, o aroma de madeira de cedro dá um ar mais provocante por mais tempo.
Hugo Boss XY – 100 ml: R$ 255,90
Também sensual e envolvente, mas com um toque de sofisticação. Essa é a fragrância do Euphoria (Calvin Klein). O perfume é feito com notas de romã e nêspera, combinados com flor de lótus e orquídea negra.
O perfume Gaultier 2 (Jean Paul Gaultier) é conhecido por lembrar o romantismo. O aroma é feito a partir de âmbar, almíscar e baunilha. Mas se o seu namorado gosta de aromas mais suaves, a dica é o Fleur Du Male, também da mesma linha e vencedor do Fifi Awards de 2008, “oscar dos perfumes”.
Fleur Du Male – 75 ml: R$ 229,90
Mais otimista e atrativo, o Gucci Pour Homme II possui notas mais picantes para acentuar a sofisticação de um homem mais moderno. A composição de bergamota e violeta, para dar refrescância, foi criada com base em um homem com estilo diferente e forte carisma para seduzir as mulheres, e, principalmente as namoradas!
Gucci Pour Homme II – 100 ml: R$ 285,90
Pra quem quiser saber mais sobre os perfumes, entre no site da Sacks.
Espero que vocês gostem da seleção!!
Beijos e bom fim de semana!
Um dos produtos mais vendidos na China hoje em dia é um artigo ocidental não essencial, de luxo, que os chineses jamais haviam comprado, historicamente: perfume. Com as vendas de perfume estagnadas ou em queda em quase todo o resto do mundo, o setor, sediado primordialmente em Paris e Nova York, espera que a China lhe propicie significativo crescimento.
O mercado do país continua pequeno, ainda que as vendas estejam subindo exponencialmente. Ninguém sabe exatamente qual é o índice de crescimento, mas Patrick de Lambilly, vice-presidente da Coty para o mercado asiático, disse que “pode-se ver 20%, 30% ou até 40% ao ano”.
Alexandre de Chaudenay, diretor executivo para o mercado da região Ásia-Pacífico na Beauté Prestige International, uma empresa que licencia perfumes, disse que “concordaria em que de 20% a 40% parece correto, mas é difícil extrair números reais, e as pessoas dizem qualquer coisa”.
Ainda assim, mesmo que o mercado chinês ofereça imenso potencial de lucro, fazer negócios no país está longe de fácil. O sistema regulatório é incerto. A complexidade da burocracia assusta. As lojas de departamentos variam muito em termos de qualidade e, porque o gosto do consumidor chinês está mudando rapidamente, uma loja que atrai multidões num dia pode estar deserta no dia seguinte.
Para aumentar ainda mais a incerteza, muita gente do setor diz que o conceito de perfume na China moderna é tão novo que muitos consumidores estão, na verdade, não comprando um perfume, mas uma marca à qual um vidro de perfume por acaso está conectado.
“Na China, tudo é marca, marca, marca”, disse de Chaudenay.
E a importância da marca suscita a questão da futura estabilidade do mercado. Ainda que muita gente no setor fale sobre a força das marcas de luxo na China, “os perfumes dessas marcas estão vendendo bem?”, perguntou De Chaudenay. “Creio que sim. Os consumidores voltarão a comprá-los? Já isso não se pode saber”.
Por esse motivo, de Lambilly diz que sua empresa e outras estão tentando moderar de maneira realista seu entusiasmo pelo mercado chinês. “Estamos aprendendo ao fazer”, ele disse. “Particularmente no que tange a fragrâncias. Todos nós estamos fazendo a mesma coisa, por aqui: obtendo dados de fontes de marketing, comparando-os a outras fontes e tentando compreender”.
Hans Wohmann, diretor de operações de perfumes asiáticas da Procter & Gamble, disse que as vendas na China daquilo que se conhece como “fragrâncias de prestígio” -os perfumes produzidos por estilistas e por marcas de luxo como Chanel, Estée Lauder e Dior- no momento atingem os US$ 120 milhões anuais, ante US$ 9 bilhões no mercado europeu ou US$ 4 bilhões no mercado americano. Mesmo o mercado japonês, o maior da Ásia, foi de apenas US$ 500 milhões em 2006.
Nas palavras de Wohmann, “isso significa que 20% da população do mundo respondem por 1% do mercado mundial de fragrâncias finas”.
De Lambilly disse que os chineses começaram a usar produtos perfumados de banho apenas no começo do século 20. Mas eles eram tão leves e simples que quase não traziam fragrância, ele afirma. “O objetivo era refrescar o corpo e também evitar mosquitos”.
Ralf Ritter, consultor da Takasago, uma fabricante de fragrâncias, disse que ficaria “surpreso se nem que 50% do perfume comprado na China esteja sendo de fato usado”. E isso, ele afirma, se deve em larga medida ao fato de que os chineses estão acostumados a fragrâncias que atendem a múltiplos propósitos. “Trata-se de fragrâncias, mas também repelem mosquitos, têm propriedades hidrantes e são usadas no verão para refrescar o corpo”, ele diz. “Os consumidores esperam que o produto faça mais do que simplesmente perfumar o corpo”.
A Coty entrou no mercado chinês, por intermédio da distribuidora ADE China, em 2000, e imediatamente estabeleceu a marca Davidoff e seu principal perfume, o Cool Water, que segundo de Lambilly continua a vender muito. A Coty lançou os perfumes Calvin Klein em 2006, e essa marca se tornou a nova líder entre os produtos da empresa. “O CKOne é obviamente muito forte”, ele disse, “e o N2U também se saiu muito bem, porque se enquadra de maneira bem apta à mentalidade de alta tecnologia dos chineses”.
O perfume Jennifer Lopez, que a Coty lançou em 2002, está se saindo bem, e a empresa também lançou no país os perfumes da linha Sarah Jessica Parker, ainda que de Lambilly tenha dito que “as marcas de celebridades não se saem tão bem na Ásia”.
A Kenzo atua na China há mais de uma década e, tendo desenvolvido negócios estáveis nas lojas de departamentos das grandes cidades, agora começa a penetrar as cidades de segundo escalão. A BPI lançou suas marcas Issey Miyake e Jean-Paul Gaultier de perfumes na China dois anos atrás.
“Começamos em Pequim e Xangai”, disse de Chaudenay, “criando nossos balcões e construindo visibilidade pela promoção de marcas líderes. Investimos mais em ponto de venda do que em publicidade na mídia”. Nos próximos três anos, a BPI planeja começar a vender suas marcas em 160 lojas de departamentos das 20 maiores cidades chinesas.
Ineficiências, complexidades burocráticas e o grande investimento de capital requerido para o estabelecimento de uma subsidiária fazem de parcerias com distribuidores chineses a norma do setor.
“Em termos de preocupações regulatórias, a China é um dos países em que é mais difícil registrar seu produto”, disse Sung Kim, diretor regional da Kenzo Parfums para a região Ásia-Pacífico. “É preciso registrar o produto para venda e também junto às autoridades higiênicas. O registro leva dois meses para cada produto, e não existe garantia de que as autoridades venham a conceder sua aprovação”.
A questão mais difícil talvez seja decidir que perfumes oferecer ao consumidor chinês. A Kenzo, cujas marcas FlowerrbyKenzo e KenzoAmour são grande sucesso na China, planeja desenvolver perfumes especialmente para o gosto dos chineses. Já a Prada enfrentou problemas com o perfume homônimo ao lançá-lo na Ásia, e teve de desenvolver o Prada Tendre, versão mais leve e limpa, lançada em março de 2007, que segundo a empresa está se saindo bem.
Só para elas!!!
Qual mulher não gosta de um perfume? É por isso que eu fiz uma seleção com perfumes sensacionais para vocês.
Aproveite, escolha um e arrase!
Liberté, Cacharel. R$ 219,90 (50ml).
Fragrância cítrica, sedutora e sutil, especial para uma mulher audaciosa, de espírito livre, determinada e independente. Totalmente independente, a mulher de Cacharel é forte e brilha. Fragrancia cítrica tem notas de mandarina, laranja com mel, flores brancas, e um toque final de vetiver e baunilha.
Black XS for Her, Pacco Rabanne. R$ 175,90 (50ml).
A mulher que usa este perfume é considerada forte, emotiva, poderosa, sensual e moderna. Atualizadas, querem saber sobre tudo para formarem a sua opinião. O perfume possui uma fragrância floral, cítrica, com notas de pimenta rosa, flores de tamarindo e uva do monte, violeta negra, rosa Hellebora e flor de cacau. Além disso, as notas de fundo são compostas de madeira de Massoia, patchouli e baunilia.
Boss Femme, Hugo Boss. R$ 231 (50ml).
Perfume luxuoso, sofisticado, elaborado para mulheres modernas, sedutoras e femininas. Envolvente, é misterioso como um segredo, que atrai a sensualidade e luminosidade. É um floral com toque oriental possui notas de tangerina, groselha, jasmim, rosas da Bulgaria, pêssego e âmbar.
Armani Diamonds, Emporio Armani. R$ 258,90 (50ml)
Perfume que proporciona a mulher um sentimento de audácia e segurança. O perfume, em sua composição traz a sensualidade e a feminilidade da mulher. Ele representa a mulher Emporio Armani, com sua força, sensualidade e inteligência. Glamuroso e deslumbrante como um diamante. Perfume floral possui rodas, representando a feminilidade, licchia e framboesa, dando um toque saboroso e notas amadeiradas, dando toda a sensualidade.
Para mais informações sobre esse ou outros perfumes, visite o site da SACK’S
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O PERFUME DA FAMA
Está na moda: celebridade que se preze tem de ter a sua própria fragrância.
Victoria Beckham
Intimately Beckham
R$ 99,90 (30 ml)
Sarah Jessica Parker
Covet
R$119,90 (30ml)
Jennifer Lopez
Live Lux
R$135,90 (30ml)
Veja também:
O perfume
Respire o fascinante mundo das fragrâncias especiais
Mesmo em uma sociedade tão ligada na imagem como é a nossa, os odores nunca passam despercebidos. O olfato é um dos nossos sentidos menos explorados, mas certamente o mais visceral e talvez venha daí o pré-histórico encantamento do ser humano pelos perfumes. Acredita-se que a arte da perfumaria nasceu no Egito Antigo e na Mesopotâmia, e que se desenvolveu a partir dos romanos e árabes. Desde a antigüidade, sempre estiveram ligados às divindades e à nobreza, devido à dificuldade na obtenção das essências a partir de substâncias naturais. Com o passar dos séculos, os perfumes ganharam caráter profano e sintético. Hoje, apesar dos preços proibitivos de algumas fragrâncias, permanece o fascínio pela arte de criar perfumes e pelas sensações que os odores são capazes de causar.
Desde o século XIV, com o cultivo de flores e o aprimoramento da arte da perfumaria, a França constrói sua fama nesse ramo. Até hoje o país é o centro de pesquisas e produção de perfumes na Europa. Em Versalhes está uma das mais tradicionais escolas de perfumistas, onde – quem tem um nariz talentoso, claro – pode aprender a reconhecer aproximadamente três mil matérias-primas e as 500 fragrâncias mais conhecidas e consagradas do mercado. É com elas e com muita imaginação que são criadas essências que lembram momentos, despertam sentimentos e acentuam a personalidade. Também é possível se formar dentro de algumas das empresas da área, que têm suas próprias escolas.
Na moda, toda a tendência de cores é determinada pela indústria têxtil e depois usada pelos estilistas. Da mesma maneira, o nez traz o universo de essências para o produtor de perfumes
A perfumista Maira Jung, criadora dos perfumes Vermelho e Flô, da loja de cosméticos Época, herdou da família o talento e o gosto pela criação de fragrâncias. Conta a história que sua avó foi conquistada pelo delicioso perfume criado por seu avô. A essência virou tradição familiar e inspirou Maira na carreira. Ela explicou que o termo perfumista se aplica a dois tipos de profissionais: os que criam os buquês dos perfumes, também conhecidos como nez - do francês nariz – e aqueles com boa capacidade olfativa, que sabem definir como querem seus perfumes e trabalham nas formulações com a ajuda dos nez e posteriormente investem na produção e na venda – que é o seu caso. “Na moda, toda a tendência de cores é determinada pela indústria têxtil e depois usada pelos estilistas. Da mesma maneira, o nez traz o universo de essências para o produtor de perfumes”, explica Maira.
Ela conta que não acredita em pesquisas para saber o que o consumidor quer usar para criar suas fragrâncias. “Eu parto de um desejo interior de manifestar uma criação. Eu jogo esse desejo para o universo e espero que ele traga algo bom de volta. E tem acontecido”, metaforiza.
“Perfume é tendência”
A especialista em perfumes da RR Perfumes e Cosméticos, Samaritana Moraes, diz que, assim como na moda, cada época tem um tipo de perfume. Além disso, na hora de trazer um lançamento para o Brasil, é preciso pensar na realidade e no gosto das consumidoras. “As brasileiras gostam muito dos florais, e os florais frutais estão em voga hoje.” As estações também são determinantes. “Os perfumes importados muitas vezes não combinam com o clima e por isso esperamos chegar o inverno ou o verão para certos lançamentos. Se o produto tem a cara de um momento, como o dia dos namorados, esperamos também”.
Não é difícil notar como perfumes e grifes estão ligados. Segundo Samaritana, os estilistas têm consumidores fiéis para seus cosméticos e quanto mais sucesso nas passarelas, mais frascos vendidos. “Se você não pode comprar uma bolsa Gucci, pode ter um perfume da marca. Tanto é que se a pessoa está usando o perfume e alguém elogia, ela não vai dizer o nome do perfume, mas a marca, por questão de status”. Outra coisa comum no mundo dos perfumes é associar uma fragrância a uma celebridade. “Perfumes como os da Jennifer Lopez chamam a atenção porque qualquer pessoa sabe quem ela é, conhece sua aura de sensualidade”, comenta Samaritana, que também afirma que perfumes com nome de personalidades são uma ponte entre o consumo de produtos nacionais e importados – esses perfumes costumam ter preços mais acessíveis que os de grife.
Daqui ou de fora?
A especialista explica que os perfumes importados têm uma concentração de essências maior que os nacionais e por isso mais fixação. O perfumista Eduardo Vaz, que com Maira Jung criou o Eau de Toillete Vermelho, explica que, na verdade, não se faz perfume no Brasil, apenas colônias: “As pessoas se recusam a pagar um parfum feito no Brasil, pela falta de conhecimento e crença de que os importados são melhores. O preço de um perfume brasileiro seria tão alto quanto o dos importados para se obter as melhores substâncias na concentração de um perfume, que chega a conter até 30% de essências”.
Eduardo revela que não existe “o fixador”, mas uma série de substâncias que vão “ancorar” o odor. Essas substâncias são chamadas de notas de fundo e seriam as últimas a aparecer em uma escala de evolução do cheiro, partindo da ocasião em que se abre o frasco até os últimos momentos de fixação. A primeira impressão que se tem do perfume vem das notas de saída, que têm características mais voláteis. Posteriormente sentimos as notas de meio ou de coração, que são a personalidade da fragrância. “Deve haver um desenrolar suave entre uma e outra nota. A mudança deve ter certa estabilidade”, comenta.
Sabemos que a concentração de essências e o tipo de substâncias são fundamentais no que diz respeito à fixação, mas não são os únicos fatores determinantes. As pessoas mais branquinhas fixam menos os odores, assim como as que têm pele mais oleosa. A alimentação e o uso de remédios também entram na conta, assim como o clima – o calor faz a fragrância evaporar.
Um cheiro, uma ocasião…
Para quem não tem nariz e conhecimento de perfumista, fica difícil compreender como funciona cada família olfativa – floral, chipre, oriental… – e ainda mais distingui-las, com todas as variações de força que cada uma delas pode ter. Por isso, Samaritana dá a dica: prestar atenção nos frascos, nas cores dos perfumes e no que sugere o material promocional pode ajudar muito na hora de reconhecer que perfume é o seu. A especialista desenvolveu um guia que indica o que a cor do frasco e do perfume sugerem sobre a personalidade de quem deve usá-lo:
Dourados - Sugere glamour e é pensado para mulheres muito vaidosas, detalhistas, que gostam de se destacar
Prateados - Também lembra mulheres vaidosas, mas essas mais práticas e modernas
Vermelho - Para mulheres muito sensuais. Se a cor for mais fechada, sugere algo mais carnal
Rosa - Perfumes em tons de rosa são para as muito românticas
Pink, laranja e amarelos - Servem a quem tem muita vitalidade e alegria
Preto - A elegância discreta está nesses perfumes
Branco - Pensados para a mulher naturalmente chique, sem excessos.
“O mundo sem perfumes seria um mundo sem histórias.” É com essa frase de Azarro que Samaritana justifica que, na opinião dela, cada mulher deve ter três perfumes. Cada um deles deve lembrar um momento, uma história. “Tudo depende da vida de cada uma, das suas rotinas. Acho que uma executiva pode usar um perfume elegante, que demonstre respeito para o trabalho, enquanto uma dentista deve usar fragrâncias mais suaves. Para nem pensar em rotina nos fins de semana, nada melhor que perfumes leves, que combinem com as atividades desses dias. E, para ocasiões especiais, um perfume marcante”. Por isso, é importante saber quando se utilizará o perfume a ser comprado na hora de entrar na loja.
Outra coisa que se deve ter em mente é a impossibilidade de distinguir os cheiros de uma prateleira inteira. Depois de prestar atenção nas cores ou pedir uma ajudinha para definir o que pode te agradar, experimente naqueles papeizinhos no máximo quatro fragrâncias. Dessas, escolha as duas melhores e teste uma em cada pulso. Espere alguns minutos para que as notas de cabeça evaporem, e você possa sentir o coração da fragrância. “Jamais compre um perfume porque ficou bom na pele de outra pessoa. Cada um de nós tem um odor natural, e ele vai ser a base da fragrância, vai se misturar ao que vem no frasco”, aconselha Samaritana.
Também não é preciso se endividar por conta de um cheiro maravilhoso. É claro que não existem dois perfumes com exatamente a mesma fragrância, afinal, as receitas são exclusivíssimas e guardadas a sete-chaves. Mas, justamente pelo caráter de tendência desses produtos, é possível encontrar perfumes similares com faixas de preço diferentes. Nesse ponto, a dica das cores também pode ajudar.
Perfume-se
A volatização, que é o que vai fazer o perfume sair de você e chegar no nariz alheio, depende de calor. É por isso que se indica usar perfume em lugares de pele mais fina, onde podemos sentir a pulsação: pulsos, nuca, virilha, externo (aquele osso do peito) e atrás do joelho são os locais ideais. Mas, é claro, deve se escolher uns ou outros para que um cheirinho que era para ser bom não acabe incomodando.
Samaritana também tem dicas para a hora de se perfumar: “O perfume deve ser borrifado a mais ou menos trinta centímetros do corpo. Esticar o braço, dar uma borrifada para fazer uma nuvem e entrar nela também é bom, porque o perfume vai se espalhar melhor”. Perfumar a barra da saia – no caso de perfumes sem corantes, que não manchem a roupa – também pode gerar um efeito interessante: enquanto a saia se movimenta você joga perfume para todos os lados. Usar perfumes na altura da cintura é uma idéia para ocasiões em que você estará de pé e outras pessoas sentadas. “Eu também não recomendo passar perfume logo depois do banho por causa da umidade, que faz o perfume evaporar, é bom esperar uns dez minutinhos”, ensina.
Veja também:
Cleópatra, a lendária rainha do Egito que viveu meio século antes de Cristo, perfumava-se com essências vegetais aromáticas para seduzir Marco Antônio e Julio César, e antes disso ainda, em tempos mais remotos, os homens invocavam os deuses por meio da fumaça. Eles queimavam ervas, que liberavam diversos tipos de aromas, e foi seguindo esse contexto que surgiu a palavra “perfume”, em latim “per fumum”, que significa “através da fumaça”.
Com a evolução e descobertas das civilizações, os perfumes foram tomando novas formas, e deixaram de ser encontrados apenas em ceras, gorduras, óleos vegetais e sabões misturados a ervas como foi inicialmente. Com a descoberta do vidro no século I, o perfume tomou novas formas e cores.
Por volta do século X, Avicena, o mais famoso médico árabe, descobriu a destilação dos óleos essenciais das rosas, e assim criou a Água de Rosas. Depois veio a Água de Toilette, feito para a rainha da Hungria. Os árabes eram especializados em produzir perfumes e óleos essenciais e por isso eram reconhecidos mundialmente por seus livros e tratados de Osmoterapia (ou Aromaterapia) que versavam acerca da confecção desses perfumes e óleos.
A grande perfumaria francesa, baseada em composição elaborada de perfumes e extratos, data do final do século XIX, tendo atingido um grau de desenvolvimento magnífico. A Belle Epoque, os pós-guerras e os anos 70 são grandes épocas no mundo dos perfumes.
Hoje sabemos que o perfume é capaz de revelar a personalidade das pessoas, bem como sua classe social, uma vez que, um pequeno frasco pode atingir valores exorbitantes.É comum o mesmo perfume apresentar cheiros diferentes quando aplicado em pessoas diferentes. Isso porque, os odores corporais são únicos, sendo resultado da
alimentação, das características pessoais, dos lipídeos e ácidos graxos que a pele exala. A temperatura da pele interfere diretamente na vaporização do perfume, e portanto no cheiro que ele exala.
As fragrâncias classificam-se em:
Cítricos Florais: quando utilizam matérias-primas extraídas de cascas de frutas tais como lima, limão, laranja, pomelo, tangerina, mandarina, entre outras. Também denominam-se “frutados”.
Florais Aldeídos: a matéria prima é extraída das flores naturais ou desenvolvida sinteticamente em laboratórios. As notas tem caráter delicado, sutil e discreto.
Fougère: elaborado a partir de matérias-primas leves e frescas, normalmente extraídas de madeira, por isso são conhecidos como amadeirados, e a elas se juntam a mistura de álcoois, tubérculos e raízes. São muito utilizados em fragrâncias masculinas.
Chipre Florais: fabricados com matérias-primas advindas de musgos, normalmente do carvalho. São os perfumes mais clássicos e sofisticados.
Orientais Florais: suas misturas são constituídas normalmente das tuberosas, baunilha, patchouly, ylang ylang. Inspiram sofisticação, são marcantes, misteriosos e super sensuais.
Couros Secos: fragrâncias extremamente secas, com características dominantes. Suas matérias primas são extraídas do tabaco, de madeiras, couros, musgos etc.
Aldeídos Florais: geralmente são misturas sintéticas, também usadas nos perfumes muito clássicos e sofisticados. Possuem um certo frescor inicial característico e picante.
Aromáticos Secos e Frutados: são misturas de secos e frutados, que criam uma fragrância híbrida. Geralmente usam condimentos como cominho, estragão e mangericão, além de especiarias como o cravo, canela, noz-moscada e até mesmo a pimenta.


















